Era sábado e eu precisava comer alguém. Meu pau estava esfolado de tanta punheta e merecia um habitat molhado, quentinho e acolhedor.
Eu comeria uma até uma gorda, mas tava afim de comer uma gata, uma patricinha. Geralmente as gordas têm um papo melhor, são mais carinhosas e fodem como se fosse a última vez. Mas eu gosto de foder patricinhas. Gosto de fodê-las e de dar tapas na cara delas. Na verdade, toda vez que vejo uma patricinha, tenho vontade de dar um tapa na cara delas, mas elas só aceitam ser esbofetadas sem fazer escândalo se estiverem com uma pica dura no meio das pernas. Eu faço o sacrifício.
Saí de casa, coloquei a melhor roupa - que era um trapo fora de moda - apertei um baseado do tamanho de uma embalagem de Menthos e enchi um copo sujo de café com a cachaça mais barata que pude encontrar no mercado. Coloquei o Bitches Brew do Miles Davis na vitrola e comecei o ritual. Uma bola do baseado e um gole da cachaça. Em 15 minutos a minha mente estava a mil por hora e eu já estava psicologicamente preparado para ouvir a péssima música das noitadas - que só soa melhor aos ouvidos que o papo fútil das patricinhas.
Quando entrei na boate, só pensava em uma coisa: boceta. Só uma boceta cheirosa - e essa é a maior qualidade das patricinhas, as vadias passam perfume na boceta - poderia fazer valer a pena passar algumas horas dentro de uma boate.
Eu prefiro abordar as vítimas - e elas só vão se dar conta que são vítimas depois que eu gozar - em grupo. Pegar mulher é muito fácil, só precisa pratica. Na internet está cheio de manuais, guias, estratégias. Tudo bolado por nerds magrelos e horrorosos com cara de cabaço. Se esses viados pegam mulheres com essas táticas, qualquer um pega. Mulher na verdade é igual ratinho de laboratório, todas se comportam igual. Mesmo as patricinhas e as gordas.
Esse dia conheci a Mariana. A vadia era gostosa. Peituda e magra. As tetas pareciam tetas de gorda, mas a Mariana era magra. Magra até demais, não tinha bunda na verdade; o rabo e as coxas não faziam volume em sua calça PP, mas não fazia mal. Ela já havia sido fisgada e era bonita e peituda, e isso tava bom. Era só não colocar de 4 e fazer o serviço no papai-mamãe.
Em menos de 15 minutos ela já estava me beijando igual a uma adolescente, daí em diante o trabalho era deixá-la com tesão - o que não era nenhum problema também. Se a puta não é virgem, também é questão de técnica. Esse papo de química é história de punheteiro que não fode ninguém. A resposta que dou? Tequila, muita tequila.
Quando ela entrou em casa, levei-a pro quarto. Fiz uma escala na sala para colocar o Miles Davis em um volume bem alto. Esse filho da puta abre muitas pernas. Provavelmente, o mais próximo de Miles Davis que a vadia chegou foi ouvindo o trompete da banda de algum sertanejo analfabeto. Mas o trompete do Miles Davis age no subconsciente. A frequência da musica invade o cérebro das vadias dando uma ordem subliminar: foda!, foda igual a mais vadias das putas baratas desse país; não pergunte, apenas foda.
Mas, meu amigo, tem dias que as coisas não dão certo. Você compra os melhores ingredientes, mistura tudo na proporção exata como se fosse uma Ana Maria Braga do inferno, coloca no forno e..., quando vai comer a vontade que você tem é de matar o filho da puta do papagaio a pauladas. A porra da comida é intragável.
E essa puta dessa Mariana era assim. Ficou pelada e se encolheu. Parecia que tinha medo de caralho. Quando viu a minha rola pulsando, querendo furar ela, atravessar seu corpo e sair pela sua garganta, começou a chorar. A chorar copiosamente. Parecia que a porra da mãe tinha morrido. Ou então que a minha rola era um fantasma, ou a porra de um Frankenstein. Aquele choro funcionou como kriptonita, e o super-homem foi murchando, murchou tanto que eu tive que colocar a porra da cueca para não ficar passar vergonha.
Eu não tenho paciência com mulher. Pra mim serve pra duas coisas, pra dar de mamar pra você quando você é criança e para mamar você depois de adolescente. Mas, se tem uma coisa que não posso ver, é mulher chorando. Me dá uma agonia, uma vertigem, uma síndrome do pânico. Ofereci um baseado a ela e ela chorou mais ainda. Fui até a cozinha, abri a torneira, enchi um copo e levei água. Ela tomou e começou a se acalmar. Disse que estava muito bêbada, que nunca tinha feito aquilo e que precisava se vestir. Normalmente eu não estaria nem aí, porque normalmente as vadias mandam esse papo DEPOIS da foda e não antes. A essa altura meu pau estava tão murcho que estava quase saindo pelo cu.
Ela precisava parar de chorar, aquele choro estava acabando comigo. Nem coragem de acender a porra do baseado eu tive. Disse pra ela não se preocupar, que nada ia acontecer, que eu levaria ela ao cinema no dia seguinte. Eu não sei por que diabos disse isso. A última vez que fui ao cinema com uma mulher foi quando minha mãe me levou pra ver o segundo filme das tartarugas ninjas mais de duas décadas atrás.
A puta se vestiu e eu a coloquei no carro. Ela havia finalmente parado de chorar. E foi aí que ela falou a palavra errada. Ela cruzou o limite da razoabilidade, a linha tênue que separa a humanidade como conhecemos hoje da hecatombe nuclear. Ela era o bucetinha do Barack Obama e eu era o fodedor de mães, o bola azul, o macho alfa. Vladimir Putin não teria dúvidas e no meu lugar começaria a terceira guerra mundial. Ela falou no ex-namorado. Havia terminado ontem. Eu pisei no freio com tanta força, que o carro fez igual a Viviane Araújo na avenida. Aquela garota ganharia um trauma dali em diante. Ordenei que saísse do carro com tanta energia, com tanta veemência que, se eu tivesse dado tampo, ela iria chorar de novo; ou entrar em estado de choque, sei lá.
Desci do carro, fiz a volta, abri a porta do carona e já fui puxando-a pelo braço. Nem me liguei que o cinto estava afivelado - e se não estivesse ela teria perdido todos os dentes com a freada. Ela saiu, ficou parada no meio da rua e eu arranquei. Ainda ouvi ela me chamando de louco. E ela acertou. Eu era a porra do Jack Nicholson no Iluminado. Se eu tivesse um machado eu rachava a cara da vagabunda do mesmo jeito que o filho da puta abriu aquela porta.
Acendi a ponta de um baseado e me acalmei. Eu não pude acreditar que havia sido feito de otário aquela noite. Por que eu não peguei uma gorda? Essa opção é muito menos arriscada. A vadia que eu peguei estava precisando de um psicologo não de um cacete. Ela pensou o quê? Que ia se vingar do ex-namorado comigo? Que ia esquecer a porra de um viado que fica tocando punheta com o dedo enfiado no cu? Eu só queria comer uma boceta, e a boceta estava deprimida por causa de um frouxo. E eu sou o quê? Um otário que torrou os poucos reais que tinha no bolso e acabou a noite ao som de Miles Davis fumando um baseado e sem tesão sequer para bater uma punheta.
Que noite miserável.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
#2 Geração Rivotril
Trinta e poucos anos, geração rivotril.
No país que vivo, o rivotril todo ano fica na lista dos 10 remédios mais vendidos. Isso significa que a nação está fodida com depressão. Motivos para isso não faltam. Aqui todo filho da puta que trabalha de verdade se fode 2600 horas por ano para pagar impostos. Nas outras tantas mil horas o otário se fode para bancar sua vidinha mediocre, sua tv a cabo e a gasolina do carro da filha - que provavelmente o usará pra foder um vagabundo qualquer. Se o cara ganha um bom dinheiro com o trabalho, começa a virar viado. Não toma mais cachaça e fica preocupadinho com o rótulo do vinho. Depois disso, para de foder a patroa e toma chifre do motorista.
Odeio rivotril. Nunca tomei, mas só por ser vendido em uma drogaria que não vende drogas de verdade eu já antipatizo. Drogaria tinha que vender maconha, cocaína, lsd, ecstasy e aquelas drogas que a gente só vê em filme, tipo heroína, metanfetamina, speed e todas as loucuras.
Rivotril tem toda a indústria farmacêutica por trás, e só de imaginar que a minha viagem poderia estar bancando as putas de luxo de um mega capitalista, já fico com nojo.
Além disso, rivotril é droga pra madame. Pra madame que não aguenta sentir cheiro de perfume barato na gola do marido que ta comendo a buceta da secretária gorda no intervalo do café. Rivotril é droga pra patricinha que já se ligou que vai se foder na vida, que não vai arrumar um macho rico e não vai conseguir comprar as tranqueiras que as vadias anunciam em um blogue da moda. Rivotril é droga de frouxo. É droga de quem precisa de prescrição para viajar.
É por isso que eu curo a chatice da minha vida medíocre fumando maconha até o pulmão secar, e tomando café até o estômago fazer ferida. Depois de uma meia hora que fumo o baseado, fico sonolento e pra acordar, doses cavalares de café. Mas jamais tomo café antes de fumar - fico agitado. E, pra mim, a vida deve ser encarada com muita letargia, porque é isso que a vida merece, toda a minha indiferença e o dedo do meio em riste.
Passo os dias com literatura barata, internet discada e me refugiando com um toca discos onde comumente ficaria uma televisão retangular de led equipada com 450 canais.
Recuso-me a trabalhar. Mas não pensem que sou socialista, comunista ou esteja alinhado a qualquer discurso esquerdista. Pra mim, feminista é tudo lésbica e lésbica só é lésbica porque é mal comida. Viado só é viado porque foi enrabado na infância ou porque não levou uma surra na hora certa. Com maconheiro eu até simpatizo, mas só até a hora que eles resolvem sair de casa para pedir a legalização. Revindicar direito é coisa de otário. Maconha boa é maconha proibida. Vai ser só legalizar essa porra para começarem a vender maconha desmaconhizada.
Daí você pode perguntar o que eu faço pra ganhar a vida. E eu te respondo, eu não faço nada para ganhar a vida. Essa eu já perdi faz tempo.
No país que vivo, o rivotril todo ano fica na lista dos 10 remédios mais vendidos. Isso significa que a nação está fodida com depressão. Motivos para isso não faltam. Aqui todo filho da puta que trabalha de verdade se fode 2600 horas por ano para pagar impostos. Nas outras tantas mil horas o otário se fode para bancar sua vidinha mediocre, sua tv a cabo e a gasolina do carro da filha - que provavelmente o usará pra foder um vagabundo qualquer. Se o cara ganha um bom dinheiro com o trabalho, começa a virar viado. Não toma mais cachaça e fica preocupadinho com o rótulo do vinho. Depois disso, para de foder a patroa e toma chifre do motorista.
Odeio rivotril. Nunca tomei, mas só por ser vendido em uma drogaria que não vende drogas de verdade eu já antipatizo. Drogaria tinha que vender maconha, cocaína, lsd, ecstasy e aquelas drogas que a gente só vê em filme, tipo heroína, metanfetamina, speed e todas as loucuras.
Rivotril tem toda a indústria farmacêutica por trás, e só de imaginar que a minha viagem poderia estar bancando as putas de luxo de um mega capitalista, já fico com nojo.
Além disso, rivotril é droga pra madame. Pra madame que não aguenta sentir cheiro de perfume barato na gola do marido que ta comendo a buceta da secretária gorda no intervalo do café. Rivotril é droga pra patricinha que já se ligou que vai se foder na vida, que não vai arrumar um macho rico e não vai conseguir comprar as tranqueiras que as vadias anunciam em um blogue da moda. Rivotril é droga de frouxo. É droga de quem precisa de prescrição para viajar.
É por isso que eu curo a chatice da minha vida medíocre fumando maconha até o pulmão secar, e tomando café até o estômago fazer ferida. Depois de uma meia hora que fumo o baseado, fico sonolento e pra acordar, doses cavalares de café. Mas jamais tomo café antes de fumar - fico agitado. E, pra mim, a vida deve ser encarada com muita letargia, porque é isso que a vida merece, toda a minha indiferença e o dedo do meio em riste.
Passo os dias com literatura barata, internet discada e me refugiando com um toca discos onde comumente ficaria uma televisão retangular de led equipada com 450 canais.
Recuso-me a trabalhar. Mas não pensem que sou socialista, comunista ou esteja alinhado a qualquer discurso esquerdista. Pra mim, feminista é tudo lésbica e lésbica só é lésbica porque é mal comida. Viado só é viado porque foi enrabado na infância ou porque não levou uma surra na hora certa. Com maconheiro eu até simpatizo, mas só até a hora que eles resolvem sair de casa para pedir a legalização. Revindicar direito é coisa de otário. Maconha boa é maconha proibida. Vai ser só legalizar essa porra para começarem a vender maconha desmaconhizada.
Daí você pode perguntar o que eu faço pra ganhar a vida. E eu te respondo, eu não faço nada para ganhar a vida. Essa eu já perdi faz tempo.
#1 - Pessimista Baixo Astral
Sou pessimista, mas o título do blogue é para enganar os incautos. Esse espaço é o esgoto. Ninguém quer entrar, e quem passa perto sente o fedor.
Sou pessimista, e o astral é baixíssimo; porque a única certeza, é que o dia vai piorar.
Sou pessimista, e o astral é baixíssimo; porque a única certeza, é que o dia vai piorar.
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