quinta-feira, 1 de maio de 2014

#3

Era sábado e eu precisava comer alguém. Meu pau estava esfolado de tanta punheta e merecia um habitat molhado, quentinho e acolhedor.

Eu comeria uma até uma gorda, mas tava afim de comer uma gata, uma patricinha. Geralmente as gordas têm um papo melhor, são mais carinhosas e fodem como se fosse a última vez. Mas eu gosto de foder patricinhas. Gosto de fodê-las e de dar tapas na cara delas. Na verdade, toda vez que vejo uma patricinha, tenho vontade de dar um tapa na cara delas, mas elas só aceitam ser esbofetadas sem fazer escândalo se estiverem com uma pica dura no meio das pernas. Eu faço o sacrifício.

Saí de casa, coloquei a melhor roupa - que era um trapo fora de moda - apertei um baseado do tamanho de uma embalagem de Menthos e enchi um copo sujo de café com a cachaça mais barata que pude encontrar no mercado. Coloquei o Bitches Brew do Miles Davis na vitrola e comecei o ritual. Uma bola do baseado e um gole da cachaça. Em 15 minutos a minha mente estava a mil por hora e eu já estava psicologicamente preparado para ouvir a péssima música das noitadas - que só soa melhor aos ouvidos que o papo fútil das patricinhas.

Quando entrei na boate, só pensava em uma coisa: boceta. Só uma boceta cheirosa - e essa é a maior qualidade das patricinhas, as vadias passam perfume na boceta - poderia fazer valer a pena passar algumas horas dentro de uma boate.

Eu prefiro abordar as vítimas - e elas só vão se dar conta que são vítimas depois que eu gozar - em grupo. Pegar mulher é muito fácil, só precisa pratica. Na internet está cheio de manuais, guias, estratégias. Tudo bolado por nerds magrelos e horrorosos com cara de cabaço. Se esses viados pegam mulheres com essas táticas, qualquer um pega. Mulher na verdade é igual ratinho de laboratório, todas se comportam igual. Mesmo as patricinhas e as gordas.

Esse dia conheci a Mariana. A vadia era gostosa. Peituda e magra. As tetas pareciam tetas de gorda, mas a Mariana era magra. Magra até demais, não tinha bunda na verdade; o rabo e as coxas não faziam volume em sua calça PP, mas não fazia mal. Ela já havia sido fisgada e era bonita e peituda, e isso tava bom. Era só não colocar de 4 e fazer o serviço no papai-mamãe.

Em menos de 15 minutos ela já estava me beijando igual a uma adolescente, daí em diante o trabalho era deixá-la com tesão - o que não era nenhum problema também. Se a puta não é virgem, também é questão de técnica. Esse papo de química é história de punheteiro que não fode ninguém. A resposta que dou? Tequila, muita tequila.

Quando ela entrou em casa, levei-a pro quarto. Fiz uma escala na sala para colocar o Miles Davis em um volume bem alto. Esse filho da puta abre muitas pernas. Provavelmente, o mais próximo de Miles Davis que a vadia chegou foi ouvindo o trompete da banda de algum sertanejo analfabeto. Mas o trompete do Miles Davis age no subconsciente. A frequência da musica invade o cérebro das vadias dando uma ordem subliminar: foda!, foda igual a mais vadias das putas baratas desse país; não pergunte, apenas foda.

Mas, meu amigo, tem dias que as coisas não dão certo. Você compra os melhores ingredientes, mistura tudo na proporção exata como se fosse uma Ana Maria Braga do inferno, coloca no forno e..., quando vai comer a vontade que você tem é de matar o filho da puta do papagaio a pauladas. A porra da comida é intragável.

E essa puta dessa Mariana era assim. Ficou pelada e se encolheu. Parecia que tinha medo de caralho. Quando viu a minha rola pulsando, querendo furar ela, atravessar seu corpo e sair pela sua garganta, começou a chorar. A chorar copiosamente. Parecia que a porra da mãe tinha morrido. Ou então que a minha rola era um fantasma, ou a porra de um Frankenstein. Aquele choro funcionou como kriptonita, e o super-homem foi murchando, murchou tanto que eu tive que colocar a porra da cueca para não ficar passar vergonha.

Eu não tenho paciência com mulher. Pra mim serve pra duas coisas, pra dar de mamar pra você quando você é criança e para mamar você depois de adolescente. Mas, se tem uma coisa que não posso ver, é mulher chorando. Me dá uma agonia, uma vertigem, uma síndrome do pânico. Ofereci um baseado a ela e ela chorou mais ainda. Fui até a cozinha, abri a torneira, enchi um copo e levei água. Ela tomou e começou a se acalmar. Disse que estava muito bêbada, que nunca tinha feito aquilo e que precisava se vestir. Normalmente eu não estaria nem aí, porque normalmente as vadias mandam esse papo DEPOIS da foda e não antes. A essa altura meu pau estava tão murcho que estava quase saindo pelo cu.

Ela precisava parar de chorar, aquele choro estava acabando comigo. Nem coragem de acender a porra do baseado eu tive. Disse pra ela não se preocupar, que nada ia acontecer, que eu levaria ela ao cinema no dia seguinte. Eu não sei por que diabos disse isso. A última vez que fui ao cinema com uma mulher foi quando minha mãe me levou pra ver o segundo filme das tartarugas ninjas mais de duas décadas atrás.

A puta se vestiu e eu a coloquei no carro. Ela havia finalmente parado de chorar. E foi aí que ela falou a palavra errada. Ela cruzou o limite da razoabilidade, a linha tênue que separa a humanidade como conhecemos hoje da hecatombe nuclear. Ela era o bucetinha do Barack Obama e eu era o fodedor de mães, o bola azul, o macho alfa. Vladimir Putin não teria dúvidas e no meu lugar começaria a terceira guerra mundial. Ela falou no ex-namorado. Havia terminado ontem. Eu pisei no freio com tanta força, que o carro fez igual a Viviane Araújo na avenida. Aquela garota ganharia um trauma dali em diante. Ordenei que saísse do carro com tanta energia, com tanta veemência que, se eu tivesse dado tampo, ela iria chorar de novo; ou entrar em estado de choque, sei lá.

Desci do carro, fiz a volta, abri a porta do carona e já fui puxando-a pelo braço. Nem me liguei que o cinto estava afivelado - e se não estivesse ela teria perdido todos os dentes com a freada. Ela saiu, ficou parada no meio da rua e eu arranquei. Ainda ouvi ela me chamando de louco. E ela acertou. Eu era a porra do Jack Nicholson no Iluminado. Se eu tivesse um machado eu rachava a cara da vagabunda do mesmo jeito que o filho da puta abriu aquela porta.

Acendi a ponta de um baseado e me acalmei. Eu não pude acreditar que havia sido feito de otário aquela noite. Por que eu não peguei uma gorda? Essa opção é muito menos arriscada. A vadia que eu peguei estava precisando de um psicologo não de um cacete. Ela pensou o quê? Que ia se vingar do ex-namorado comigo? Que ia esquecer a porra de um viado que fica tocando punheta com o dedo enfiado no cu? Eu só queria comer uma boceta, e a boceta estava deprimida por causa de um frouxo. E eu sou o quê? Um otário que torrou os poucos reais que tinha no bolso e acabou a noite ao som de Miles Davis fumando um baseado e sem tesão sequer para bater uma punheta.

Que noite miserável.

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